Texto 02 - A presença francesa no Rio de Janeiro Colonial

08/04/2012 18:35

Autores: Ana Clara, Beatriz, Bruna Zordan, Gustavo, Jorge Roberto, Júlia Ellen e Levy Turma: 9º E

    Os franceses tentaram invadir de diversas formas o território brasileiro, e um de seus alvos foi o Rio de Janeiro. Em uma expedição liderada por Nicolas Durand de Villegagnon, constituída por católicos, protestantes (ambos tentando fugir da crise religiosa que até então dividia a Europa) e criminosos que foram angariados da prisão, aportaram na Baía de Guanabara com o objetivo de impor um núcleo de colonização.

    Primeiramente tentaram invadir Isle Rattier, porém foram expulsos pela alta maré, em seguida dirigiram-se para a ilha de Serigipe (atual Villegagnon) onde se estabeleceram com o apoio dos índios tupinambás e tamoios. A tentativa de colonização foi erradicada militarmente por Mem de Sá (terceiro governador-geral do Brasil) e no dia 15 de março do ano de 1560 abriu fogo contra as defesas da ilha tendo como resultado o forte Coligny (construído pelos franceses na ilha de Serigipe) arrasado. No dia 17 foi celebrada a missa solene em ação de graças pela vitória dos portugueses.

    Os sobreviventes franceses que se refugiaram junto a tribos indígenas foram exterminados por Estácio de Sá (sobrinho de Mem de Sá) que assumiu o comando das operações, fundando entre Pão de Açúcar e o morro de Cara de Cão, a cidade do Rio de Janeiro. Após a derrota dos franceses e seus aliados indígenas, nas batalhas da praia da Glória (hoje desaparecida) e da atual Ilha do Governador, a cidade foi transferida para o alto do morro do Descanso, posteriormente denominado com Alto da Sé, Alto de São Sebastião, morro de São Januário e finalmente Morro do Castelo, desmontado em 1922.

    Após vários fracassos na tentativa de colonização os franceses continuaram tentando invadir o Rio de Janeiro. A presença francesa continuou expressiva em outras áreas do litoral como em Cabo Frio. Estácio de Sá contava com a ajuda dos temiminós, chefiados pelo cacique Araribóia, e num dos cruéis combates contra os franceses foi morto por uma flechada dos índios inimigos. Nessa campanha ganhou destaque a ação de Anchieta e Nóbrega, convencendo os tamoios a retirar o apoio aos franceses, enfraquecendo-os e contribuindo para a vitória final dos portugueses.